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FMI avalia reduzir previsão de crescimento da China e critica efeitos da política severa de lockdowns

Quase três anos depois do início da pandemia, o descontentamento com as rígidas políticas de prevenção da Covid gerou a maior onda de desobediência civil na China Continental, desde que Xi Jinping assumiu o poder, há uma década. FMI avalia reduzir previsão de crescimento da China e critica efeitos da política severa de lockdowns

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que vai avaliar reduzir sua previsão de crescimento da China, a segunda economia do mundo. O órgão critica os efeitos da rigorosa política de lockdowns imposta por Pequim, alvo também de crescentes protestos populares.

Quase três anos depois do início da pandemia, o descontentamento com as rígidas políticas de prevenção da Covid gerou a maior onda de desobediência civil na China Continental, desde que Xi Jinping assumiu o poder, há uma década. Há pedidos até pela renúncia do presidente.

Os lockdowns têm levado a uma das desacelerações mais acentuadas no crescimento chinês em décadas, prejudicando as cadeias de suprimentos no mundo todo e perturbando mercados financeiros.

A Organização Mundial da Saúde (OMS)defendeu que cada país adapte sua estratégia ao contexto local – tanto epidemiológico, quanto socioeconômico. E reforçou a importância de intensificar a vacinação dos mais vulneráveis.

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Novos vídeos que circulam em redes sociais mostram mais protestos em alguns locais. Em um deles, manifestantes confrontaram policiais, que vestiam roupas especiais de proteção, e empurraram barricadas.

Mas, nas duas principais cidades do país, Pequim e Xangai, o policiamento ostensivo impediu mais manifestações.

Há relatos de que a polícia tem revistado o celular de pessoas nas ruas para verificar se elas têm aplicativos usados para marcar protestos, como o Telegram e o Twitter, bloqueados na China.

Um diretor do departamento de controle e prevenção de doenças disse que as críticas não são contra as medidas em si, mas contra a simplificação que não considera as realidades de cada região. Ou seja, o problema é a forma como as autoridades sanitárias locais estão aplicando as medidas.

Na mesma entrevista, outro diretor prometeu acelerar a vacinação dos idosos. Quase 90% dos chineses já tomaram duas doses da vacina. Mas, entre os com 80 anos ou mais, a taxa é de apenas 65%. Só 40% receberam reforço.

A promessa de ampliar a imunização animou investidores, que também estão com esperança de que a pressão leve o governo a flexibilizar as restrições.

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